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Title: Deixe uma review de anime/mangá
Description: E mostre do que você gosta!


Kyra Spring - January 1, 2008 12:53 PM (GMT)
É o seguinte: pegue um anime ou mangá (por favor, saia do lugar comum Naruto-Bleach-Death Note-One Piece), assista pelo menos cinco episódios e deixe uma review a respeito dele. Fale um pouquinho de tudo: diferenças entre anime e mangá, trilha sonora, personagens, link para download, enfim. E dê uma nota de 0 a 10. Eu começo com DELTORA QUEST

NOTA: 8 (o famoso "legal, mas...")
O ANIME
Deltora Quest seguiu um caminho diferente do que os animes geralmente seguem. ele não veio de um mangá ou jogo, e sim de uma série de livros da escritora australiana Emily Rodda. Me desculpem se faltam detalhes técnicos a respeito de estúdio, mas no momento não posso falar muito. assim que puder, edito esse post com essas novas informações. Simultaneamente aos episódios, capítulos de mangá estão sendo publicados semanalmente,

DIFERENÇAS ENTRE ANIME E LIVRO
As diferenças são grandes. Para quem não leu os livros, o anime lembra um pouco shounens como Naruto e Hunter x Hunter (só um pouco). Os personagens são desenhados de forma a se encaixarem bem na descrição do livro, assim como os cenários. E para quem não conhece a história, a diversão é grande. Mas para quem leu... bem, o velho problema da adaptação entra em cena. É impossível fazer tudo igual, e apesar de ser melhor adaptar um livro para uma série do que para um filme, o criador assumiu certas liberdades que não foram legais. O protagonista, Lief, até agora está bem fiel, mas a amiga dele, Jasmine, não está fazendo jus à do livro. Ela tem o poder de conversar com as árvores, no livro, mas no anime elas respondem (!). Também achei que ficou um pouco infantil demais, mas é o tipo de coisa que você pode assistir se não tiver nada melhor para fazer.

DESENHO
O traço é muito bem-feito, os personagens são bem desenhados e proporcionais, mas ele é meio colorido demais, o que o deixa meio infantil. É nesse ponto que ele se parece com Hunter x Hunter.

DUBLAGEM:
A dublagem é boa, e conta com alguns nomes já familiares, como Rie Kugimiya. Infelizmente, ainda não tive a oportunidade de ver um episódio dublado por ela, uma vez que o fansubber está parado no episódio 10. Mas tenho uma queixa em relação à dublagem dos dois protagonistas. Lief está com uma voz muito feminina. Mesmo quando mulheres dublam garotos, é possível disfarçar a voz (é só ver o trabalho da Romi Paku em FMA e da dubladora de Naruto), o que não aconteceu. E Jasmine está com uma voz muito estridente.

TRILHA SONORA:
A trilha sonora é bem interessante. A primeira abertura, Heart Beat, executada pelo grupo MARIA, lembra as músicas de Bleach Rolling Star e Houkiboshi, por ser rápida e animada. Já o encerramento, Sakura Uta, é do grupo Rhytem, uma baladinha bem calma e romântica (o que não tem muito a ver com essa fase da história). As duas bandas já fizeram canções para a trilha sonora de Naruto. Já o segundo encerramento, Hey Now, executado pelo grupo CoolOn, tem vocal masculino. É uma das músicas mais divertidas de abertura de anime que eu conheço. Ela começa com algo que lembra aquelas bandas country dos Estados Unidos, mas depois fica animada e rápida. As três estão disponíveis para download no Animaniaclub.

DOWNLOAD: Bruthais Fansubber

Bem, gente, continuem aí!

amanda2 - January 3, 2008 02:40 AM (GMT)
Eu ja to no capitulo 12!É muito bom Deltora Quest!So muda que o anime num tem sangue...

Helena - January 9, 2008 09:14 PM (GMT)
Ótima review Kyra!
Se tiver tempo talvez eu começe a assistir Deltora ^^

Vou aproveitar e fazer uma também... é um anime mais conheçido, mas não sei se muitos ja viram.
Wolf's Rain.

Nota: 9,5
Bom... uma palavra para descrever bem WR: LINDO.

RESUMO GERAL:
Wolf's Rain é uma série de anime criada por Keiko Nobumoto e produzida pelo estúdio BONES.
A história se passa numa Terra futurística e decadente e se foca nos quatro lobos que se encontram procurando pelo cheiro da Flor Lunar.
Na história, os lobos teriam sido supostamente extintos a 200 anos. Porém, restaram sobreviventes que tomam forma humana para se disfarçar e sobreviver.
Uma antiga lenda dizia que os lobos eram os únicos seres que seriam capazes de encontrar e abrir o 'paraíso'.
Assim, os lobos Kiba, Tsume, Hige e Toboe se encontram e se unem pelo objetivo de encontrar a Flor Lunar que os guiaria até o Paraíso.

DESENHO: O cenário de WR é futurístico e normalmente sombrio, porém, sempre lindamente detalhado. O traço é bonito. Lembra o de Cowboy Bebop que também foi produzido pelo BONES.
Muitas passagens na neve, em cidades e florestas e personagens lindamente retratados tornam o desenho de WR muito rico e contribuem muito pra beleza geral do anime.

DUBLAGEM: É muito boa. O seiyu do personagem principal, Kiba, é Mamoru Miyano, que também dublou Raito Yagami de Death Note e Tamaki Suou em Ouran High School Host Club. Reconheço outras vozes familiares, mas to com preguiça de pesquisar quem são xD.

TRILHA SONORA: OMG é linda. E é um dos primeiros animes que vejo que possuem poucas trilhas japonesas, mas muitas em inglês, algumas em espanhol e até uma em português!
A abertura já faz o corpo arrepiar, passa emoção e dramaticidade em uma música rápida com um refrão muito forte. Os vocais de Steve Conte tornam a música linda. "STRAY!", nome da canção e também palavra gritada no refrão tornando-a certamente uma abertura marcante.
O encerramento é maravilhoso. 'Gravity', Uma música lenta, bonita e triste. A cara de WR. Interpretada por Maaya Sakamoto, mas com letra em inglês. E o mais interessante desse encerramento: as imagens são nada mais que uma pequena faixa mostrando o lobo branco, Kiba, correndo em câmera lenta. E ao fundo, uma paisagem que muda ao decorrer dos episódios: Noite com a lua cheia ao fundo, neve caindo, o amanhecer, o por do sol... simples e tocante.
Durante o anime pode-se ouvir várias outras canções como Heaven's Not Enough cantada por Steve Conte (omg, ela é maravilhosa), Cloud 9 cantada por Maaya Sakamoto, Coração Selvagem interpretada pela cantora de MPB, Joyce e muitos temas instrumentais lindos. A trilha é quase inteira composta pela genial Yoko Kanno.
Minha única reclamação é realmente que, durante os 30 episódios, são apenas uma abertura e um encerramento, sem mudar...

MINHA OPINIÃO: Se você gosta de animes felizes, engraçados, coloridos com finais felizes, não recomendo que assista WR =P
É um anime que trabalha com as emoções, os sonhos, a força de vontade, a amizade, diferentes personalidades que se juntam para buscar por um sonho em comum.
É triste. Muito triste. Aviso pra quem é emotivo como eu: você vai chorar muito xD
As vezes é confuso... a história em si é meio confusa. Já ouvi muita gente que não curte WR por causa do final. Mas se eu comentar dou spoiler.
Mas pra mim o anime é inteiro lindo lindo lindo.
Tem lutas, mas são lutas mais 'reais'. Não tem poderes nem nada... é mais tiros e os lobos mordendo pessoas :B Tem bastante sangue, especialmente no final.

NÚMERO DE EPISÓDIOS: 30

DOWNLOAD: http://realitylapse.com/videos/wolfsrain.php
Foi mal pessoas, legenda em inglês :(. Nunca consegui achar com subs em português mas se procurarem talvez achem *incopetente* :P

^^

Coen Birkin - January 10, 2008 11:52 PM (GMT)
Eu gosto de finais tristes!!!!
:^o^:

Helena - January 11, 2008 02:56 AM (GMT)
Então recomendo fortemente WR! xD

Amande Hiromu - January 11, 2008 12:27 PM (GMT)
Wolf's Rain tem pra baixar em RMVB (de 40 mb) no Hinata Sou. ;)

Quando eu assistir Monster, vou deixar uma review aqui.

Coen Birkin - January 14, 2008 11:32 PM (GMT)
To com ele aqui mas estou assistindo X primeiro,tomara que de pra assisti td até o começo das aulas..... ^^'

Kyra Spring - January 15, 2008 03:14 AM (GMT)
Hehehe, valeu, Helena! Eu tô com os 4 primeiros episódios aqui, e a sua review me fez ficar com mais vontade de ver. Excelente review!

Coen Birkin - January 19, 2008 01:35 PM (GMT)
Bom andei baixando varios animes ao mesmo tempo por aqui....só que como eu demoro pra baixa, baixei apenas um ou dois ep. desses no maximo.....se vcs conhecerem esses animes, por favor, falem suas opniões,

Samurai Depeer Kyo
Bacano
Claymore
Karas
Tokkô


Bom, ando assistindo X, é bem legal, mas eu esperava ver mais lutas, estou no ep. 17 ainda, são 24.....bom achei um resumo dele na net.....
OBS: viva o ctrl c e ctrl v

Sinopse

No fim do milênio, uma batalha para decidir o futuro da humanidade se iniciou. Os dragões do céu, defensores da terra, estão prontos para combater os dragões da terra, que abraçam a idéia que os humanos devem ser devastados para assim purificar a terra. Kamui, que nasceu com grandes poderes psíquicos, deve decidir de qual lado vai ficar, se unir aos sete selos e defender a terra ou se unir aos sete anjos e devastar a terra. Kamui perdeu seus pais quando ainda era criança, e de lá pra cá decidiu viver na solidão e ignorando o destino da terra, destino que cabe a ele decidir, até que ele reencontra seus amigos de infância Fuuma e Katori Monou. E agora? Qual será o futuro que Kamui escolherá?


Valew garera!!!

*editando*

OBS2: Foram mortos 100 patos e gansos durante o anime

Kyra Spring - January 24, 2008 12:01 PM (GMT)
Olá! Hoje eu venho com mais uma review para vocês. Desta vez, não estamos falando de um anime propriamente dito, mas sim de um filme revolucionário que muitos de vocês já devem conhecer e que atende pelo nome de Ghost in the Shell ou, no Brasil, de O Fantasma do Futuro, do ano de 1995, baseado no mangá de Shirow Masamune, com direção de Ito Kazunori e trilha sonora de Kawai Kenji. O design de personagens ficou a cargo de Okiura Hiroyuki, e na minha humilde opinião tem um dos traços mais belos e marcantes que já vi num filme de animação. A fidelidade às formas é surpreendente, e a obra toda é muito realista visualmente, muito mais do que filmes como O Castelo Animado, por exemplo. Chega uma hora em que você simplesmente se esquece que é uma animação, pois a integração entre personagens, cenários, efeitos de luz e de som é perfeita. Pelo menos comigo foi assim, em uma cena sob a chuva que eu julguei ser a mais visualmente bonita de todo o filme.

Nota: 9,5
História:
Em 2029, as ligações diretas da mente humana à rede informática tornaram-se comuns, tal como a cibernética que permite a substituição de partes de corpos humanos, a utilização de um cérebro humano integrado num corpo diferente, parcial ou totalmente artificial, ou mesmo a utilização de cérebros artificiais, preenchidos com um “espírito” duplicado. Os crimes mais perigosos estão relacionados com a violação (“hacking”) do “espírito”, para os mais diversos fins, nomeadamente para o desvio de fundos. Um indivíduo pode assim ser transformado numa verdadeira marionete, ao serviço de um mestre criminoso que lhe atribui memórias artificiais, enquanto o usa para alcançar seus objetivos. Na Hong Kong do futuro (sob administração japonesa? Essa parte ficou um pouco confusa, eu sei, mas é do futuro que estamos falando, então nunca se sabe), foram criados departamentos especiais da polícia para o combate a esses crimes, alguns dos quais recorrem a meios à margem da lei, não assumidos oficialmente pelo governo. Um novo criminoso anda à solta na rede, sendo conhecido por “Puppetmaster”, devido à facilidade com que ganha controle de inúmeras “conchas” (ciborgues), para cometer crimes, como manipulação do mercado bolsista, espionagem ou terrorismo. A Secção 9, liderada por Kusanagi Motoko, conhecida como “Major”, segue o seu rasto.

Sobre o filme:
Muita gente já havia me falado de Ghost in the Shell antes. Todos diziam que era um filme insano e que valia a pena ser assistido de verdade, mas assim que vi a duração dele, me decepcionei de cara. Como um filme tão curto podia ser tudo aquilo que eles diziam? Então, superei o ceticismo e comecei a vê-lo. Dois minutos depois, esqueci toda e qualquer crítica a respeito do tempo. Sim, ele pode ter menos de uma hora e meia, mas é tempo mais que suficiente para fazer uma história coerente, lógica (até demais, eu achei) e totalmente envolvente. Uma história que realmente vale a pena ser conhecida e apreciada, posso garantir a vocês.
Não sei se vocês tiveram a mesma sensação que eu, mas a verdade é que eu percebi uma certa semelhança entre este filme e Fullmetal Alchemist. Há um questionamento profundo a respeito do que é ser humano e do que é a alma humana. Mas posso afirmar que, nesse ponto, Ghost in the Shell é MUITO mais atrevido que HagaRen. Ele te força a se perguntar o que realmente o define como um ser humano. Seria o fato de você ter capacidade de raciocinar logicamente e de pensar? Mas estamos falando de 2029, e esse ponto já foi atingido. Então o diferencial é a alma, certo? Mas e se essa “alma” puder ser criada artificialmente também? É o que o personagem Puppetmaster alega a seu favor.
Além disso, outras questões são levantadas no decorrer dos 82 minutos de filme. A maior determinação de Motoko é preservar a sua identidade, o seu “eu”. Ela se pergunta se, durante todo aquele tempo em que ela estava naquele corpo cibernético, a sua verdadeira humanidade ainda subsistia ou se já havia sido tragada pelos seus circuitos, tornando-a uma máquina vazia. Vemos também memórias implantadas (mais uma vez HagaRen vem à tona) e o questionamento do que é real e do que não é. E o personagem Puppetmaster, que diz que sua alma surgiu espontaneamente, a partir de um programa de computador, e que busca uma forma de se tornar um ser vivo, para ter o direito de seguir em frente, e inclusive de morrer. A partir daí, a idéia de um ser que não precisa de um corpo, que pode viver transferindo-se de um corpo para outro, não se torna tão absurda.
Aliás, a grande sacada desse filme é que tudo é apresentado de forma que pareça tudo muito plausível e sensato. A protagonista tem momentos de introspecção e reflexão, e diz coisas que, depois que você vir o filme, não vão sair da sua cabeça por um tempo. Eu estou escrevendo essa review com a cabeça fervendo porque terminei de ver o filme há menos de vinte minutos (nota: nesse momento, são 09:24 da manhã, ou seja, não ligue pra hora da postagem), e muito provavelmente vou ter que ver de novo porque algo me diz que eu não o entendi direito. E tem até algumas cenas de luta totalmente insanas, apesar de a ação não ser relevante para a história. As lutas, no caso, são na base do chumbo pesado mesmo e em algumas porradas bem-distribuídas. E, apesar de o filme em si não ser violento, algumas cenas são fortes de verdade, com sangue pra todo lado e miolos voando. Mas são poucas.
Resumindo, o filme é perfeito, não sobrou nada, não faltou nada. Por que eu dei 9,5, então? Simples: finais em aberto me irritam. E o final desse filme é bem lacônico. Quer dizer, todas as perguntas ficam no ar, como um desafio. Sei que uma continuação, Ghost in the Shell 2: Innocence, foi lançada em 2004, mas nem se diz nada a respeito de ela ser lançada no Brasil (se alguém souber de algum fansubber que tenha esse filme, por favor, me avise), além do anime, Ghost in the Shell: Stand Alone Complex, mas ele segue um enredo alternativo, com pouca relação com o filme e o mangá de onde se originou. Mas estou ansiosa para ver a parte 2.
Ah, sim, uma curiosidade de última hora: diz a lenda que esse filme será refilmado em formato live-action. Eu acho essa idéia meio esquisita, afinal nunca se sabe se um clássico da animação pode se tornar um novo Silent Hill (eu sei que é adaptação de jogo e não de anime, mas nesse caso o princípio é o mesmo, e eu sinceramente achei o filme a coisa mais babaca da face da terra) ao se tornar live-action, mas... aparentemente essa idéia já foi descartada.

Onde assistir:
Baixar Ghost in the Shell é a coisa mais simples do mundo. Ele já se tornou bem pop, por assim dizer, e a grande maioria dos grandes sites de download de animes o tem. Além do mais, esse filme é uma das poucas e gloriosas exceções à repulsa que o mercado brasileiro tem pelo mercado de anime/mangá (uma repulsa que, ainda bem, vem diminuindo de uns tempos para cá), e foi lançado em VHS e, mais recentemente, em DVD. Enjoy it! =D

Helena - March 19, 2008 05:20 PM (GMT)
Putz Kyra, rolou uma transmissão de pensamento aqui! xD
Ja tinha vários dias q tava querendo, mas hoje que eu vim direto nesse tópico com o intuito de fazer uma review de Ghost In The Shell, mas ai cheguei e vi o seu!

Mas então né... eu virei fã viciada de GITS já faz uns 3 meses... mas contrariando o 'normal', assisti Stand Alone Complex antes, e ainda nao vi os filmes originais, só o Solid State Society que é uma 3ª temporada de SAC em forma de filme.

Muuitoo boa sua review, eu já ia ver o filme na semana que vem, mas com ela me deu vontade de ver agora!

Então pra completar eu vou deixar uma da série de anime, Ghost In The Shell: Stand Alone Complex (2002), que teve duas temporadas, SAC 1st GIG e 2nd GIG, cada uma com 26 episódios.

Nota:9,8
História:
Bom, apesar de SAC seguir um enredo alternativo dos filmes originais e do mangá, a maior parte dos fatores são baseados nestes.
Em um futuro onde a linha que separa a definição entre homem e máquina se tornou tênue, a Seçao 9 é uma força tarefa chefiada por Aramaki Daisuke que lida com situações criminosas especiais que envolvam sequestro, homicídio e cyber-terrorismo. E a linha de frente da Seção 9 é comandada pela major Motoko Kusanagi, que junto com seus companheiros resolvem os casos com eficiência brutal.

Sobre o Anime: SAC, na verdade, não segue uma história linear. É daqueles animes que cada episódio é meio que individual. Quase sempre é algum caso que a Seção 9 investiga, e tem início, meio e fim. Mas claro, cada episódio apresenta detalhes essenciais para o anime como um todo. Porque existe, em ambas as temporadas, uma história principal (O Homem Risonho no 1st GIG e Os 11 Particularistas no 2nd GIG) que vai se montando pouco a pouco ao longo dos episódios e se resolve no final.
Eu, particularmente, ficava tão empolgada que era capaz de assistir uns 15 episódios por dia.
Todos os casos possuem enredos complexos, as vezes tão complexos que o episódio acabava e eu ficava sem entender que diabos tinha acontecido ali. Então... é um anime que tem que se prestar atenção pra captar todas as informações =P.
Eu diria que um dos pontos mais fortes de todo GITS é os personagens. Eu me apaixonei completamente pela Motoko, que passou a ocupar o lugar de melhor personagem feminina no meu ranking =). Não só ela, mas quase todos da Seção 9 são personagens incríveis, principalmente o Batou :D
Eu até diria que grande parte do encanto de SAC está na Major. Motoko possui um corpo ciborgue desde muito nova, e isso sempre veio alimentando nela o tal conflito do que é ser humano, e o que separa o homem da máquina...e tudo isso que a Kyra falou sobre ela tentando manter sua identidade.
Ela é a fodona. Um soldado quase sem defeitos, possui uma capacidade incrível de raciocínio e de estratégia de batalha, não é a toa que é ela quem comanda o pessoal da Section 9. E apesar de seguir o clássico estilo de "máquina de lutar", Motoko tem uma personalidade apaixonante, tem um humor inteligente e sagaz e dá umas tiradas daquelas que sempre te fazem soltar um "hahah...que foda! xD" .

A animação de SAC é impecável. Tem um traço muito bonito e retrata de forma linda toda a paisagem futurística que recheia cada episódio do anime. Usa de incriveis sequencias de animação digital cheia de efeitos, nos momentos em que estão invadindo algum cyber-cérebro ou quebrando algum firewall.
A ação não deixa nadinha a desejar. É em grande parte baseada em tiroteios, e algumas vezes em combates corpo a corpo. E apesar de não acontecer com muita frequência, quando temos a chance de ver a Major lutando, temos provavelmente as cenas mais empolgantes e fodas de todo o anime :D

A trilha sonora é simplesmente perfeita. Foi composta inteira pela grande Yoko Kanno. Inner Universe e Rise, as aberturas das duas temporadas, são umas das melhores músicas que ouvi nos últimos tempos. Misturam techno com vocais muito lindos em russo da intéprete Origa e se encaixam perfeitamente no anime. A trilha sonora de SAC trasmite bem esse feeling cyberpunk que GITS tem... não poderia ser melhor.

Quais os defeitos? Nem chamaria de defeito...mas as vezes as histórias eram muito confusas e estranhas, e talvez isso seja o que impediu de eu dar um 10 pro anime. Eu também achei que o final da segunda temporada deixou um pouquinho a desejar...Como pode Kuze morrer e Motoko não ter feito nada, depois de tudo??? D:Mas o final da primeira foi perfeito *_*
Já Solid State Society eu achei meio fraquinho comparado a série, mas também é bom :D (edit: agora que vi o filme original, entendi grande parte do que aconteceu em SSS :D)

Concluindo, Ghost In The Shell: Stand Alone Complex 1st e 2nd GIG, é um anime inteligente, empolgante e visualmente lindo. Entrou com certeza no meu top de animes preferidos, e depois de terminar de assistir tudo, só me deixou com uma enorme satisfação e com um grande gostinho de quero mais... que será saciado com os filmes que eu ainda não vi xD.
Totalmente excelente! :D

Onde baixar: Eu baixei no Hinata-Sou, que tem as duas temporadas. Mas quase todos os sites de anime tem GITS ;D


E VIVA OS TACHIKOMAS!!!!11!!1!ONE! XDD


EDIT: PUT-A-KEEP-A-REAL!!!
Acabei de ver o filme... e aproveitei pra reler a sua review, agora de um novo ângulo. De fato minha cabeça está fervendo com tudo que acabei de ver (não faz nem 15 minutos). AMEI. Foi tudo que eu esperava e mais um pouco.
Animação INCRÍVEL. E totalmente verdade isso que vc disse, chega uma certa hora que vc se envolve tanto no ambiente, nos sons e nos personagens que se esqueçe de que é uma animação.
De fato me lembrei de FMA o tempo todo. Mas GITS leva esse questionamento bem mais longe, e até você mesmo se abala com ele.
"Assim como precisa-se de muitas partes para fazer de um humano, "humano", há um número impressionante de coisas para fazer de um indivíduo o que ele é. Um rosto para distinguir você dos outros. Uma voz que lhe torna ciente de você mesmo. A mão que você vê logo que acorda.[...]"
Foda :)


Kyra Spring - March 25, 2008 12:05 AM (GMT)
Hehehe, eu não disse??? ;)
Infelizmente, ainda não tive a chance de ver GITS: SAC (vivendo a 33,6 kbps... vida de otaku pobre é foda...). Então, quando todo mundo me fala muito bem de um anime, mas eu não consigo assisti-lo, ouço primeiro as músicas. Juro pra vcs: a primeira vez que ouvi Rise foi como se eu tivesse enfiado o dedo na tomada e levado um choque. A parte em inglês eu pude entender mais ou menos, mas fiquei louca pra saber o que o resto da letra dizia e fui atrás da tradução. Com certeza, é uma das músicas de anime MAIS INTENSAS que já ouvi, em matéria de letra, voz e instrumental (uma mistura de eletrônica e rock que ficou absurda de tão perfeita). Inner Universe, por outro lado, é mais melancólica, mais introspectiva, mas nem por isso menos bela (apesar de eu gostar mais de Rise). As letras tem um teor de poesia e reflexão que é difícil de se encontrar em animesongs, e o som do idioma (russo? Talvez, se alguém puder me confirmar eu agradeço, só sei que não é inglês nem japonês) contribui pra isso. Agora eu preciso dar um jeito de ver esse anime!!!!!

Helena - March 25, 2008 09:21 AM (GMT)
Tem dois meses que essas duas músicas são as que mais tocam no meu itunes, to viciada nelas desde que começei a ver SAC. Eu tbm prefiro Rise, mas Inner Universe me passa um sentimento mto louco...
Depois vc dá uma checada na abertura da primeira temporada, que eh a com Inner Universe... ela é feita em computação gráfica! Muito louco, parece mesmo um game.
As duas são em russo... e eu adoro músicas em russo! :D
E omg, a hora em que começa "Save your tears for the day when our pain is far behind, on your feet, follow me, WE ARE SOLDIERS, STAND OR DIE" eu até arrepio! xD
Ve se consegue assistir sim Kyra, vale a pena! :D

Kyra Spring - March 25, 2008 08:00 PM (GMT)
QUOTE
omg, a hora em que começa "Save your tears for the day when our pain is far behind, on your feet, follow me, WE ARE SOLDIERS, STAND OR DIE" eu até arrepio! xD

Hehe, pensei que era só eu... Inclusive, estou fazendo um AMV com essa música (de fullmetal alchemist, mas com as legendas com a letra traduzida - só preciso descobrir um programa q faça isso), q vou mostrar aki assim q terminar.


Kyra Spring - April 8, 2008 03:08 PM (GMT)
*desculpe pelo post duplo, Froz, mas é só pra não misturar bolinhas com quadrados*

Gente, hoje eu vim aqui falar de um anime simplesmente MARAVILHOSO que assisti recentemente (aliás, muito recentemente, porque acabei de ver). Trata-se de Angel Sanctuary, uma série de 3 OVAs baseada no mangá de Kaori Yuki e lançada em 2000 (o mangá começou a sair em 1995, e se encerrou no Japão em 2001), que está sendo lançado pela Panini no Brasil. O que dizer... meu, eu só vi os OVAs, mas o que eu vi me deixou simplesmente fora de sintonia... Mas vamos à review: (nota: por serem apenas 3 OVAs, não posso evitar os spoilers. Muito provavelmente, vou acabar contando até o final aqui, então leia com cuidado).

Nota: 9 (depois eu explico o motivo...)
Sinopse: Angel Sanctuary é uma história de um amor proibido que acontece em meio a uma batalha entre anjos e demônios. Setsuna Mudô é um adolescente de temperamento agressivo e poucos amigos. Uma das únicas pessoas que o entende e sempre o apóia é a sua irmã, Sara Mudô, por quem ele nutre um sentimento que está além de seu controle. Entretanto, anjos e demônios acreditam que Setsuna é a reencarnação de uma anjo chamada Alexiel, cujo poder é capaz de mudar o destino dos mundos astrais e materiais. Alexiel é um anjo caído, punido por Deus e condenado a reencarnar sucessivas vezes e sofrer até a morte em todas elas. (agradecimentos à Wikipédia ^^)

ATÉ QUE PONTO AMAR É UMA BÊNÇÃO? QUANDO AMAR SE TORNA UM PECADO?
Antes de tudo, um aviso: prepare seu espírito para ver Angel Sanctuary. A primeira batatada é o incesto descarado entre os dois protagonistas, Sara e Setsuna. A segunda é que as cenas de violência são numerosas e sem nenhum enfeite (ou seja, alguns rios de sangue correndo). Não é exatamente o tipo de coisa que você convidaria a sua mãe (quer dizer, sei lá ^^) ou um irmão ou irmã de 11 anos para ver com você. Siga meu conselho e assista sozinho, e não irá se arrepender.
Apesar disso, antes de tudo Angel Sanctuary é uma história de amor, em todas as suas formas. Não me lembro de ter visto, em outro lugar, o amor ser retratado sob tantos aspectos diferentes e de uma forma tão poética quando em AS. É esse amor que confere aos personagens uma humanidade quase assustadora. É impossível que, mesmo com o absurdo da situação, você não se identifique, não sinta, mesmo que um pouco.
Vamos por partes: Setsuna ama Sara, e sabe que esse amor é proibido. Mas, ao contrário de tantas histórias com o mesmo tema batido, esta é capaz de surpreender. O tema central do primeiro OVA, por exemplo, é exatamente o conflito de Setsuna. Ele sabe que não pode desejá-la, e é exatamente por saber disso que a deseja ainda mais. E, quando ele descobre que ela também o quer, a decisão torna-se ainda mais difícil. Seria justo? Isso provavelmente destruiria a vida dela, e, por mais que a amasse, deveria deixá-la ir, salvá-la dele. Sem perceber, essa era uma forma de cumprir a sentença aplicada a Alexiel. Ele, um garoto problemático, quase um delinqüente juvenil, desprezado pela mãe, sem amigos, que nutre um amor absurdo pela irmã... um castigo razoável, não concordam?
Para não dizer que ele não tinha amigos, tinha um, Kira (qualquer semelhança é mera coincidência... ^^) Sakuya. O verdadeiro morreu com sete anos, num acidente, mas fez um acordo com a Espada de Sete-Lâminas (!) e deixou que ela tomasse o seu corpo. Só pediu uma coisa em troca: que seu pai o odiasse, para que quando morresse, não sofresse por ele. Talvez este seja meu personagem favorito, pois ele sacrificou o amor que recebia em nome do amor que dava, algo que só alguém muito grande é capaz de fazer. Ele se aproximou de Setsuna pois sabia que ele era a reencarnação de Alexiel, mas percebeu que, no fim, acabou recuperando a humanidade do garotinho de sete anos que morreu, ao perceber que realmente se afeiçoara a Setsuna (e acabou se tornando, mais ou menos, o anjo da guarda do cara que era a reencarnação de um anjo...). E a devoção de Kurai, uma pequena garota-demônio, por Alexiel, aquela que o salvou.
Há ainda um lado mais sombrio do amor, aquele que mata, e que é o que Rosiel, irmão gêmeo de Alexiel, sente por ela, um amor tão grande que chega a destruir o que há a sua volta. E há o amor cego de Katan, fiel servo de Rosiel, disposto a destruir tudo para proteger seu mestre. Sim, amigos, o amor mata, e nessa série de OVAs isso fica muito claro. Mas, talvez, a relação mais bela seja mesmo a entre Sara e Setsuna. Em determinado momento do primeiro episódio, ele morre. Sim, ele morre, e isso não chega a ser um spoiler tão grande. Havia uma gangue que o perseguia, e que inclusive foi usada por Rosiel para alcançá-lo e tentar libertar a Alexiel adormecida dentro dele. Eles usaram a irmã dele, para atraí-lo, e o mataram ali mesmo (numa das cenas mais sangrentas e grotescas da série). Mas ele não morreu (pelo menos não definitivamente), em vez disso conseguiu libertar Sara. Essa cena levou a uma outra, delicada, belíssima: um beijo, que na verdade é uma cena estática. Aliás, a relação deles é mostrada de forma muito suave, insinuada, e não chega a chocar, mas sim a comover. Eu poderia ficar descrevendo todas as cenas bonitas, mas não vou fazer isso.
Em contrapartida, existe uma grande reflexão por trás da história. Anjos são retratados como seres passíveis de falhas, e demônios como seres passíveis de boas ações. Então, somos forçados a pensar: o que realmente nos diferencia deles? Eles se mataram em guerras, e nós fizemos o mesmo (por favor, não vamos discutir religião por aqui). Eles são capazes de odiar, de sofrer, de morrer e, principalmente, de amar, e de levar esse amor às últimas conseqüências. Em alguns momentos, eles pareciam mais humanos que os próprios humanos da história... Setsuna é jogado numa batalha que ele não quer, por motivos que não entende. Talvez seja essa uma grande metáfora: quantas vezes já nos vimos em situações que parecem não ser da nossa alçada, e que mesmo assim temos que resolver?
As brigas são excepcionais. Elas não saem da porrada física, mesmo (exceto em um momento ou dois), e fica mais legal quando aparecem as espadas. Muita gente morre, muito sangue jorra, e tem até um braço arrancado. Visualmente, ele tem um traço mais próximo de animes comuns (FMA, Naruto, Death Note, etc, mais estilizado) e mais distante do traço ultra-realista de filmes como Ghost in the Shell. Mesmo assim, é muito realista, e totalmente absorvente.
É impossível (pelo menos foi para mim) ver um episódio sem chorar, ou pelo menos sem sentir aquela bola na garganta. As cenas de romance e de drama são de uma beleza absurda, e na minha opinião a cena mais bonita de todas seja o final do primeiro OVA (de novo uma cena com chuva...). E, no fim, você deixa de ver a relação incestuosa. Como eu disse no começo desta review, antes de tudo Angel Sanctuary é uma história de amor, e cumpre bem esse papel.
Resumindo: amei do primeiro ao último minuto. A trilha sonora é de primeira linha, mas como ainda não pude baixar as músicas, posso falar muito pouco sobre ela. Por que a nota 9, então? Novamente, o final. Creio que Angel Sanctuary poderia ser muitíssimo bem-aproveitado num anime longo, com uns bons 45 a 50 episódios. Apenas 3 OVAs não fizeram justiça a tudo o que a história pode oferecer, e inclusive deixaram um final aberto. E tem coisas no final que fazem qualquer um uivar de ódio. A última cena é uma tela de TV com estática, onde está escrito “Game Over or Continue?” (típico final de série da Warner... ’). Não li o mangá, ainda, mas se a história rendeu para 3 OVAs, imagino como não seria uma série completa... certamente eu seria a primeira a assistir. Se alguém souber onde posso baixá-lo, eu agradeceria.

Para baixar Angel Sanctuary – www.sekaiotaku.net
E, como saideira, algumas curiosidades:
=>Além dos OVAs e do mangá, AS também deu origem a uma série de Drama CDs. Um dos anjos, inclusive, é dublado por Rie Kugimiya (Alphonse Elric – FMA).
=>Também temos, aqui, sete personagens atendendo por nomes de pecados capitais, como os homúnculos. Neste caso, são demônios (tipo a tropa de elite do inferno).
Bem, gente, não ficou muito caprichada porque são dez e meia da noite e eu estou caindo de sono. Mas, em essência, é isso. Assista, leia o mangá e tire suas próprias conclusões. Kissus!





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